21/02/2010

OMG, I love this city.



PS: nao, ao escrever sem acentos ou cedilhas nao estou a tentar revolucionar a lingua lusitana. E simplesmente o formato dos laptops americanos. Como diria o grande Bruno Aleixo: "Nunca emprestes o teu computador a um estudante do erasmu. Altera-te as configuracoes do teclado, e depois nao consegues fazer cedilhas".



Sem querer parecer numa de revolucionaria, tenho de admitir que adoro avioes! Os de ida, claro. Aos de volta tenho uma certa aversao.

O ponto positivo e que voarei a noite, o que tranquiliza depois de uma noite pouco e mal dormida e 15 horas de andamento em marcha olimpica (sera que o numero de lojas em new york nunca vai parar de aumentar em linha exponencial? Marchando olimpicamente, nao consegui ver Soho numa manha!)
As vezes precisava que um dia tivesse 72 horas (agora e na altura dos exames).

Depois ha os que dizem que "Quem corre por gosto nao cansa", nao e? Pois, para esses xicos-espertos: eu fui a andar. Estou cansada.
E admito a possibilidade de estar a dar bastantes erros ortograficos, ja que ainda estou meio encadeada com as luzes de Times Square.

New York. Nova Iorque, "Nueba Ior" (em espanhol e de longe o meu preferido). Talvez a unica cidade no mundo que nao cidade-Natal onde ninguem se sentira turista.
Admit it, adoro as licoes que me das, big apple!
Em primeiro lugar, nao dormes mesmo. Nao dormes nem descansas, tal e qual vampirao do twilight.
Cinco da manha e es dia. Es viva.
Es isso, e prova de existencia de 200 e tal paises Terrestres. Num mundo onde uns sao policias, outros serial-killers, uns gordos, outras modelos, uns lojistas, outros drogados (intencao de acento no "o").
Mas nesses passeios e avenidas todos deambulam anonimos, e aparentemente sem historia. Sem vicios nem problemas, camuflados pelo silencio ou pelas buzinas dos taxistas. Pelos iPods.

Es o tapete onde exceptuando David Beckham, Obama, historia do Gossip Girl, Hugh Grant e outros tantos, tudo passa despercebido. Tudo e aceite. Aceite ou ignorado, ainda nao consegui decifrar.

Em NY tudo e magico. Tudo e luz, cor e barulho. Tudo e fernetico e excitante. Impessoal, talvez?
Receio que se algum dia sair um livro que descreva todos os pontos, cruzes e sentimentos que se vivem nesta cidade, so o terei em casa se mo oferecerem.
Ou nunca mais leria nenhum. Aposto nuns 30 volumes. Minimo.

New York, America?

"Nao sou ateniense nem grego, mas sim um cidadao do Mundo"

Acho que te desmascarei Socrates.
Definitivamente... Viveste em Nova Iorque.

19/02/2010


''Start spreading the news; I'm leaving today (...)

Right to the very heart of it... New York New York

I WANNA (and I will!) WAKE UP IN THE CITY THAT DOESN'T SLEEP''

17/02/2010

Sabez, argentino


Depois da snowstorm de ontem, começo a acreditar naquele gallego de Santa Fe.
Há pontos comuns entre esta, a noite (entenda-se alcóol), e outras sobre as quais não me pronunciarei.

Quando começa alucina, e as expectativas são altas. Durante, é brutal e ouve-se gritos de emoção.
O problema é depois.

Sem contar com Boston Common (que continua a ser o paraíso na terra) aquela coisa branca pós-nevão mete nojo. Foi pisada, etc. Parece caca. Perdoeem-me a linguagem.

Uma espécie de hangover.

Ressaca, em português.


20:04, MA.

Dizer que ''o tempo cura tudo'' é uma verdade irritante. É talvez a expressão mais badalada em enterros, consultas médicas ou reuniões de amigas daquelas para consolar a que acabou com o namorado.
É irritante. É badalada.
E é verdade.

E é idiota filosofar sobre isto enquanto se desce uma preta no meio dos pinheirinhos e bossas numa estância de Vermont. Tão idiota ou tão pouco que, a mim, me custou uma pequena fratura no joelho, que ainda hoje sinto. Shit.

Parece-me pertinente filosofar agora que não me apoio num pavimento de 70º relativamente ao chão.
Embora tenha pouco tempo (plus pachorra) tento sempre arrumar ideias aqui, em Boston. Não cura propriamente, mas faz parte chegar e dizer ''agora que estive fora''... e inventar uma série de coisas do género ''arrumei as ideias'', ou ''estava a precisar de me encontrar''.

Terei alguma coisa a curar?

Até que pedia ajuda a este tempo-distância, e depois escrevia um livro.

Quantos anos-luz de Boston a Lisboa?

Hm. Constatei, estatisticamente, que a minha irmã mais nova faz 60% menos birras agora do que nos primeiros 2 meses de morada em Massachusetts. E que a A tem menos tristeza nos seus olhos no dia do pai.
Que a outra se habituou a ser gorda. E que eu me habituei a viver sem ti meio ano, e fui feliz, como fui 15x365 dias antes de te conhecer.

''O tempo cura tudo'' está no meu top5 de frases mais chatas e irritantes que se pode dizer em alturas de pressão arterial e nervosa acima da média.

Vou tentar contradizê-la, porque além de chata, irritante e badalada, irrita-me que seja verdade.
O tempo não cura tudo. O tempo não cura nada, pronto. A minha irmã pode já não fazer fitas daqui a 4 meses, mas vai continuar a gostar mais de Cascais. A A continua a ter saudades do pai. A outra ainda sonha com um 34 e eu ainda sinto a tua falta, e talvez ainda te ame.

Mas os calendários e a distância conformaram-me, e Deus traçou-me um novo caminho em que posso continuar a fazer escolhas para ser feliz.

Somos moldados por ponteiros que, felizmente ou não, nos fazem perceber que os minutos movem horas e que estas movem dias, anos, décadas.
A alternativa é contemplá-los, e continuar a olhar a ferida de frente, ou em linguagem comum, a ''bater no ceguinho''. A grande novidade é: a nossa vida (ou pelo menos a minha, que abomino por completo a teoria da reencarnação) não anda em círculos.

E, quer queiramos quer não, damos a volta, tal como o ponteiro. Uns mais cedo, como o dos segundos. Outros mais tarde.
O relógio não pára.

E, sabes que mais? O que espero mesmo é que ande a mil, e me cure rápido esta ferida no joelho.

Tic Toc.

11/02/2010

Sonolento, ainda. Estendeu o braço, em vão, pois já não havia peso do lado esquerdo da cama.
Numa expectativa tão óbvia que dificilmente é chamada de esperança, chamou o nome dela. O tom baixo, um leve e misterioso sorriso de quem espera, até que o sono lhe toma conta. Adormecido, voluntariamente sonha com ela.


Partira. Deixara o lado esquerdo da cama, e deixara-o a ele.
Só tinha uma certeza: a de não ter certezas no seu coração.
Partira, deixara-o a ele e ao lado esquerdo. Caminhando sem garantias de felicidade.
Deixara-o porque o amava. Deixara-o por medo, por insegurança. Por instinto, por não sei quê.
Por engano, talvez.

Em cima da mesa, um bilhete.

E nesse quarto, já longe dela, cheirava a perfume. Roupa no chão, lençóis baralhados, e um sorriso dormente, dele. Ali viveu-se amor. Trocaram-se palavras, explodiu paixão. E ela partira, sem certezas. Sem saber que nunca mais o veria. Com a certeza de que o seu coração pedia mais. Então partiu, sem perguntar nem chorar. Conformada com o facto de ter decidido.
Qualquer coisa, não interessa.
Mas a pergunta, a dúvida de se ele continuaria à espera nos lençóis brancos e usados era tabu.

''Obrigada, pois fizeste-me rir. Mas ele, ele fez-me chorar''.

Sorriu. Continuou sorrindo, pois dormia ainda.
Ao acordar, ao ler o bilhete, saberia que ela o deixara.
Mas aí, já o Sol nascera e iluminara o seu sorriso e aquele infindável espírito alegre, grande, de amor.
Não sei se sorrirá nessa noite, quando olhar o lado esquerdo da cama e não cheirar a perfume.
Mas ela perdera-o. O seu sorriso, o seu enorme espírito com uma capacidade infinita de espalhar felicidade, e de fazer alguém feliz. Quem sabe a ela.
Mas ela, que o experimentara, o desprezara, e o espezinhara, preferiu as lágrimas, e os sentimentos mais vividos, sofridos, fortes, ou o que lhes quis chamar.

Quando deu por si e o desejo e as saudades a apertaram, sentiu a falta dele.
À noite, uma lágrima caiu. Mas talvez fosse do soro. Do frio.

Chegou a uma conclusão, já largos anos vividos: um desejo exclusivo, autêntico e ardente de felicidade.
Qualquer coisa tão óbvia por que, sem saber porquê, nunca lutara até ao fim.
E agora?

09/02/2010

Esta mania de aderir ao mundo tecnológico pelo simples facto de estarmos no século XXI faz-me uma certa comichão já desde há uns tempos para cá.
Sim, que bom que é poder saber as máximas de amanhã em Buenos Aires pelo telemóvel, ou mandar um mail ao paizinho em pleno Dolce Vita.
Mas por favor que me sejam poupadas as inscrições da bela da faculdade por internet, cujo sistema encrava de 2 em 2 minutos. Tenho árdua inveja dos tempos em que se fazia directas de saco-cama e farnel à porta do Gabinete de Direito para fugir ao Jorge Miranda durante o semestre. Os tempos em que o gay atendia o telefone, e não era esta balbúrdia. E eu que gozava com o meu avô.

''Ah, é muito melhor assim, diz que é móderno''.

Se não tivesse calhado na desejada e majestosa turma 4, pintava a manta. Só não acabava com esta teia de ondas electrónicas - internet - por piedade a este mundo blogosférico e aos sites em que vejo Anatomia de Grey. Caso contrário, atirava o Bill Gates de um penhasco, e outros tantos. Sem pena nem temor.


01/02/2010

Se calhar é genial, esta frase.

"QUANTO MAIS ME ELEVO MENOR EU PAREÇO AOS OLHOS DE QUEM NÃO SABE VOAR."
Nierzshe